{"id":601,"date":"2013-03-29T21:08:19","date_gmt":"2013-03-29T23:08:19","guid":{"rendered":"http:\/\/jurjotorres.com\/?p=601"},"modified":"2017-04-16T17:44:39","modified_gmt":"2017-04-16T15:44:39","slug":"trabalho-cooperativo-e-coordenado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jurjotorres.com\/?p=601","title":{"rendered":"Trabalho cooperativo e coordenado"},"content":{"rendered":"<div>\n<h2><a href=\"http:\/\/jurjotorres.com\/?attachment_id=605\" rel=\"attachment wp-att-605\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-605\" src=\"http:\/\/jurjotorres.com\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/P\u00e1tio.jpg\" alt=\"P\u00e1tio\" width=\"148\" height=\"198\" \/><\/a><\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2><span style=\"color: #0000ff;\">\u00a0 \u00a0 <\/span><\/h2>\n<h2><span style=\"color: #0000ff;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Trabalho cooperativo e coordenado<\/span><\/h2>\n<h3>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <span style=\"color: #000080;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <span style=\"color: #0a0af4;\">\u00a0<\/span><\/span><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #000080;\"><span style=\"color: #0a0af4;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Entrevista com\u00a0JURJO TORRES SANTOM\u00c9<\/span><\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u00a0<span style=\"color: #000080;\">Revista <strong>P\u00c1TIO. \u00a0<\/strong>Ensino M\u00e9dio, Profissional e Tecnol\u00f3gico<\/span><\/p>\n<h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #000080;\">Ano V. n\u00ba 16. \u00a0Mar\u00e7o \/ Maio, 2013<\/span><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #000080;\">Pp. \u00a018 &#8211; 21<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">\u00e3<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 150px;\">\u201c<span style=\"color: #6924da;\">Minha trajet\u00f3ria profissional e investigativa \u00e9 marcada pela tentativa de compreender por que os alunos n\u00e3o conseguem achar interessante e \u00a0<\/span><span style=\"color: #6924da;\">apaixonante sua passagem pelas salas de aula<\/span>\u201d, diz o professor\u00a0<strong><em>Jurjo Torres Santom\u00e9<\/em><\/strong>, catedr\u00e1tico de Did\u00e1tica e Organiza\u00e7\u00e3o Escolar na Universidade da Corunha. \u201c<span style=\"color: #6924da;\">\u00c9 essa indaga\u00e7\u00e3o que me leva a experimentar e propor alternativas para o trabalho curricular em sala de aula<\/span>\u201d, explica o espanhol.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Na entrevista a seguir, concedida por e-mail, ele aborda a articula\u00e7\u00e3o entre disciplinas como uma dessas alternativas. \u201cEstou iniciando um novo projeto de pesquisa, centrado em coligir as vozes dos alunos de educa\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria obrigat\u00f3ria (12 a 16 anos de idade), opinando sobre e valorizando o trabalho que fazem em sala de aula nas diferentes mat\u00e9rias\u201d, conta. \u201cTenho interesse em ouvir suas vozes e, obviamente, suas sugest\u00f5es e propostas. Creio que podemos aprender muito com eles, como, por exemplo, a trabalhar respeitando-os mais, algo que me parece muito necess\u00e1rio, urgente e justo\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #b405d0;\">H\u00e1 muitos nomes para designar a integra\u00e7\u00e3o das diversas \u00e1reas do conhecimento na escola, como transdisciplinaridade, multidisciplinaridade, interdisciplinaridade. O senhor considera que existe diferen\u00e7a entre elas?<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Esses tr\u00eas nomes referem-se ao tipo de rela\u00e7\u00f5es de colabora\u00e7\u00e3o que as disciplinas ou corpus especializados do conhecimento estabelecem entre si. A mais elementar seria a multidisciplinaridade, uma colabora\u00e7\u00e3o entre especialidades, por exemplo, para enfrentar um problema, mas mantendo, cada uma delas, sua idiossincrasia, sua estrutura conceitual, metodol\u00f3gica, avaliativa, etc. Essa \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o mais comum; sup\u00f5e, em um primeiro momento, admitir que outras disciplinas tamb\u00e9m t\u00eam algo a dizer sobre um tema que se considera que seja compet\u00eancia de sua disciplina. A interdisciplinaridade j\u00e1 implica maior integra\u00e7\u00e3o das disciplinas, que passam a compartilhar e intercambiar conceitos, terminologias, metodologias, com um claro prop\u00f3sito de colaborar, participar e trabalhar de igual para igual. A transdisciplinaridade sup\u00f5e maior n\u00edvel de integra\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias disciplinas. Seria como criar um modelo onicompreensivo no qual n\u00e3o haveria fronteiras nem disputas entre as especialidades disciplinares. \u00c9 ir al\u00e9m das disciplinas e das disputas entre elas.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #af0cca;\">Qual a op\u00e7\u00e3o que melhor define a ideia de base para um curr\u00edculo integrado?<\/span><\/strong><br \/>\nUm curr\u00edculo integrado apoia-se claramente em uma interdisciplinaridade do conhecimento. Admite-se, como ponto de partida, que tudo est\u00e1 interconectado. Por isso, propomos processos de ensino e aprendizagem nos quais os alunos visualizem e construam significados, conhecimentos significati\u00advos em que fiquem claras essas conex\u00f5es entre diferentes disciplinas.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #af0cca;\">Quais os benef\u00edcios de um curr\u00edculo integrado?<\/span><\/strong><br \/>\nUm curr\u00edculo integrado permite-nos introduzir temas novos e mais interessantes na sala de aula, cruz\u00e1-los com conceitos, saberes e procedimentos de diversas disciplinas, estimular uma maior curiosidade e esp\u00edrito de explora\u00e7\u00e3o, investiga\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o nos alunos; ajud\u00e1-los a captar e a considerar o maior n\u00famero poss\u00edvel de pontos de vista para tomar decis\u00f5es, para fazer julgamentos mais equilibrados acerca da import\u00e2ncia e da necessidade de dominar determinados saberes que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o viam como necess\u00e1rios. Essa aposta na interdisciplinaridade do conhecimento ser\u00e1 de enorme utilidade para estimularmos os alunos a compreender a necessidade de colaborar, de trabalhar em equipe com outras pessoas, de entender as necessidades de outros povos, de manter um compromisso e um trabalho em favor da sustentabilidade do planeta.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #af0cca;\">Por que a concep\u00e7\u00e3o disciplinar foi dominante na escola do passado?\u00a0<\/span><\/strong><br \/>\nNo passado, havia alguma raz\u00e3o para que a concep\u00e7\u00e3o disciplinar fosse dominante: n\u00e3o precis\u00e1vamos do controle de outras disciplinas para evitar consequ\u00eancias imprevistas ao p\u00f4r em pr\u00e1tica o saber disciplinar. As disciplinas \u201cdisciplinam\u201d a mente para selecionar, interessar-se, interpretar e valorizar unicamente aquela realidade ou aquelas quest\u00f5es que fazem parte de seus referenciais conceituais e metodol\u00f3gicos. A disciplinaridade das mentes funciona tamb\u00e9m para confrontar as disciplinas entre si, para convert\u00ea-las em rivais. Cada um de n\u00f3s, como especialista, sempre pensa que tem muitas necessidades, que precisa de muito mais recursos que os outros, que \u00e9 mais importante e indispens\u00e1vel para a forma\u00e7\u00e3o dos alunos que as demais especialidades.<\/p>\n<p><span style=\"color: #af0cca;\"><strong>E por que essa concep\u00e7\u00e3o continua sendo dominante no presente?<\/strong><\/span><br \/>\nNa \u00faltima d\u00e9cada, os obst\u00e1culos a um curr\u00edculo integrado v\u00eam aumentando de maneira bastante significativa, \u00e0 medida que se consolidam pol\u00edticas comparativistas para avaliar a qualidade dos sistemas educacionais dos diferentes pa\u00edses. Um exemplo \u00e9 o que ocorre com provas como o PISA, promovido pela Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE). A obsess\u00e3o dos pa\u00edses \u00e9 ter \u00eaxito nessas provas e, com isso, essas disciplinas submetidas \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o internacional s\u00e3o as que recebem cada vez mais aten\u00e7\u00e3o e recursos humanos e econ\u00f4micos. O resultado dessas pol\u00edticas comparativistas \u00e9 que acabam convencendo a maioria dos professores \u2014 e, inclusive, as fam\u00edlias \u2014 de que seu trabalho consiste em treinar os alunos para que tenham \u00eaxito nesses testes e alcancem as melhores posi\u00e7\u00f5es poss\u00edveis nos rankings produzidos. \u00c9 evidente que treinar os alunos para fazer avalia\u00e7\u00f5es \u00e9 algo radicalmente distinto de educar cidad\u00e3s e cidad\u00e3os para entender, participar de e viver em sociedades mais democr\u00e1ticas, justas e solid\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #af0cca;\">Com a complexidade crescente do conhecimento nas diferentes \u00e1reas, \u00e9 poss\u00edvel promover a interdisciplinaridade na escola?<\/span><\/strong><br \/>\n\u00c9 evidente que sim. Essa complexidade \u00e9 o que est\u00e1 fazendo com que as universidades apostem em modelos de ensino mais interdisciplinares, com que todos os grupos de pesquisa sejam realmente interdisciplinares. Por isso, n\u00e3o \u00e9 l\u00f3gico pensar que nas etapas educativas anteriores n\u00e3o se trabalhe com essa mesma filosofia educativa capaz de confrontar os alunos com um conhecimento verdadeiramente relevante e significativo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o curr\u00edculo disciplinar ajude a responder \u00e0s necessidades dos alunos de hoje, sobretudo se nos confrontamos com perguntas-chave que nos fazemos explicitamente h\u00e1 d\u00e9cadas, mas que incomodam a maioria dos governos que, por isso, tratam de silenci\u00e1-las: de que conhecimentos necessitam as novas gera\u00e7\u00f5es; quem deve participar da sele\u00e7\u00e3o; a que objetivos devem atender os conhecimentos selecionados; que metodologias s\u00e3o apropriadas para capacitar a uma cidadania verdadeiramente informada, comprometida e respons\u00e1vel com os assuntos p\u00fablicos.<\/p>\n<p><span style=\"color: #af0cca;\"><strong>No ensino m\u00e9dio, etapa conclusiva da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, o di\u00e1logo entre saberes \u00e9 imprescind\u00edvel. Na rea\u00adlidade, por\u00e9m, isso n\u00e3o acontece. Quais os principais entraves a essa conex\u00e3o entre as disciplinas?<\/strong><\/span><br \/>\nBasicamente os medos e a falta de confian\u00e7a em n\u00f3s mesmos. Temos medo de nos equivocar ou de que os outros descubram lacunas em nossos saberes, pois nos ensinaram que erros, d\u00favidas e falhas, medos e dificuldades s\u00e3o algo que merece puni\u00e7\u00e3o ou castigo. Somos extremamente inseguros, o que em princ\u00edpio \u00e9 bom, se utilizamos isso para trabalhar com outras pessoas e somar saberes, indagar e arriscarmo-nos a inovar de maneira colaborativa. Se voc\u00ea \u00e9 educado disciplinarmente, fica mais dif\u00edcil atrever-se a uma inova\u00e7\u00e3o t\u00e3o complexa como \u00e9 o caso do curr\u00edculo integrado.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #af0cca;\">O que \u00e9 preciso para que haja uma mudan\u00e7a efetiva rumo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o interdisciplinar?<\/span><\/strong><br \/>\nEstimular uma mudan\u00e7a nessa dire\u00e7\u00e3o implica convencer as institui\u00e7\u00f5es universit\u00e1rias de forma\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o dos professores de que o mundo atual requer que formemos professores comprometidos ativa e reflexivamente com o trabalho interdisciplinar. Mediante uma forma\u00e7\u00e3o coerente com essa filosofia, promoveremos docentes comprometidos com princ\u00edpios \u00e9ticos como generosidade intelectual (reconhecimento do trabalho das demais especialidades e profiss\u00f5es); confian\u00e7a intelectual (cren\u00e7a no fato de que todos os especialistas podem dar contribui\u00e7\u00f5es importantes e, mais do que isso, disposi\u00e7\u00e3o a submeter o pr\u00f3prio trabalho \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o de \u201cestranhos\u201d); humildade intelectual (reconhecimento da parcialidade e da incompletude do conhecimento em que somos especialistas e, portanto, disposi\u00e7\u00e3o para p\u00f4r em risco nossa autoestima e assumir que outras disciplinas o revisem criticamente e tentem complet\u00e1-lo); flexibilidade intelectual (aceita\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a de nossas perspectivas e de nossos pontos de vista por sugest\u00e3o e convencimento por outras disciplinas e \u00e1reas do conhecimento); integridade intelectual (desenvolvimento do seu trabalho de maneira respons\u00e1vel e s\u00e9ria, tentando sempre buscar a verdade e dando o melhor de si, sem medo das press\u00f5es de poderes autorit\u00e1rios).<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #af0cca;\">Como um professor pode trabalhar de forma interdisciplinar e, ao mesmo tempo, aprofundar o conte\u00fado de sua disciplina espec\u00edfica?<\/span><\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 uma quest\u00e3o essencial. O curr\u00edculo interdisciplinar destina-se a promover uma forma mais completa de pensar, aprender e utilizar o conhecimento; implica ver al\u00e9m das barreiras mentais criadas pelas disciplinas; obriga-nos a enxergar os efeitos colaterais aos quais raramente prestamos aten\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que nossas disciplinas tamb\u00e9m nos disciplinam a olhares mais seletivos e parciais. Cada disciplina realmente tem sua l\u00f3gica interna, uma epistemologia dominante que revela seus frutos no constante avan\u00e7o do conhecimento constru\u00eddo e reconstru\u00eddo por seus pesquisadores. Em muitas disciplinas, existe uma hierarquia conceitual e\/ou procedimental que obriga a organizar a aprendizagem dos alunos de determinado modo, respeitando essa estrutura interna. Entre os dilemas e prioridades a que o curr\u00edculo escolar deve fazer frente, podemos citar: ou educar exclusivamente especialistas que dominem bem essas disciplinas hist\u00f3ricas, um modelo claramente reprodutor, ou buscar uma melhor compreens\u00e3o da realidade, desse mundo mais integrado e interdependente, apostando em uma maior socializa\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es, como cidad\u00e3os que precisam ser conscientes e aprender a se mover nesses espa\u00e7os \u201cinter\u201d; pessoas que devem ver-se como interdependentes, assumindo que t\u00eam obriga\u00e7\u00f5es, direitos e responsabilidades para com os demais.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #af0cca;\">Na escola, os saberes espec\u00edficos contidos nas diversas disciplinas continuam estanques e incomunic\u00e1veis. O que \u00e9 necess\u00e1rio para a constru\u00e7\u00e3o de um curr\u00edculo interdisciplinar?<\/span><\/strong><br \/>\nAl\u00e9m de uma boa forma\u00e7\u00e3o cultural e cient\u00edfica, precisamos de docentes com boa forma\u00e7\u00e3o did\u00e1tica, sociol\u00f3gica e psicopedag\u00f3gica. Contudo, tamb\u00e9m precisamos de uma administra\u00e7\u00e3o educacional que compreenda essa necessidade e, por conseguinte, promova normas, incentivos e dota\u00e7\u00f5es apropriadas para realizar esse tipo de inova\u00e7\u00e3o educativa. Precisamos de docentes que aceitem que \u00e9 preciso trabalhar colaborativamente com os colegas, de diretoras e diretores de escolas que promovam esse tipo de trabalho mais integrado. As velhas tradi\u00e7\u00f5es e rotinas do professor sozinho em sua classe, decidindo e planejando sem nenhuma coordena\u00e7\u00e3o com os colegas, s\u00e3o um lastro do qual precisamos urgentemente nos libertar. Um curr\u00edculo mais integrado requer uma pol\u00edtica educacional claramente decidida a convencer a uns e outros de que todos somos imprescind\u00edveis, embora trabalhemos de forma cooperativa e coordenada.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #af0cca;\">Qual \u00e9 o caminho para alcan\u00e7ar tal objetivo?<\/span><\/strong><br \/>\nA escola deve garantir o acesso ao conhecimento, mas a um conhecimento que sempre comporta n\u00edveis de aprofundamento. Esse conhecimento costuma ter uma organiza\u00e7\u00e3o disciplinar que nos possibilitou historicamente maiores avan\u00e7os \u00e0 medida que compreend\u00edamos seus conceitos-chave, suas estruturas conceituais, procedimentos, metodologias de pesquisa e avalia\u00e7\u00e3o do novo conhecimento. Um conhecimento relevante para os alunos n\u00e3o pode prescindir dessas chaves, mas tamb\u00e9m precisa complet\u00e1-lo com outros saberes que lhes permitam perceb\u00ea-lo como significativo, \u00fatil, v\u00e1lido para entender o mundo com mais rigor e objetividade. N\u00e3o podemos negar aos alunos as chaves que permitem ter acesso a esse conhecimento organizado de maneira disciplinar e \u00e0s novas disciplinas que emergem constantemente de din\u00e2micas interdisciplinares, como bioqu\u00edmica, eletroqu\u00edmica, sociolingu\u00edstica, bio\u00e9tica, biogeoqu\u00edmica e etnomusicologia, entre outras.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #bb16ca;\">A interdisciplinaridade \u00e9 uma utopia na escola?<\/span><\/strong><br \/>\n\u00c9 uma meta, sempre aperfei\u00e7o\u00e1vel, a se alcan\u00e7ar. S\u00e3o sempre poss\u00edveis maiores n\u00edveis de interdisciplinaridade. No entanto, \u00e9 preciso estar consciente dos obst\u00e1culos. \u00c9 preciso aprender a elaborar curr\u00edculos mais equilibrados, nos quais as disciplinas n\u00e3o sejam definitivamente esquecidas, e sim coordenadas com propostas mais integradas, assim como tentamos integrar o global e o local.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><center><iframe loading=\"lazy\" style=\"border: 1px solid #CCC; border-width: 1px 1px 0; margin-bottom: 5px;\" src=\"http:\/\/www.slideshare.net\/slideshow\/embed_code\/23506974\" width=\"479\" height=\"511\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/center><\/p>\n<div style=\"margin-bottom: 5px;\"><strong> <a title=\"Trabalho cooperativo e coordenado. Entrevista com Jurjo Torres Santom\u00e9\" href=\"http:\/\/www.slideshare.net\/JurjoTorres\/revista-ptio-2013-entrevista-jurjo-torres-trabalho-cooperativo-e-coordenado\" target=\"_blank\">Trabalho cooperativo e coordenado. 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